quarta-feira, 16 de junho de 2010

Brinquedoteca Senninha



Para diminuir ao máximo, o impacto da doença na vida das crianças e dos adolescentes, o GRAACC humaniza todos os procedimentos hospitalares. Os pacientes são recebidos na Brinquedoteca, um lugar lúdico, em que são desenvolvidas atividades recreativas e terapêuticas para os pacientes e acompanhantes.

Oficinas de criatividades e atividades






Artes plásticas, morigami, biscuit, costura, escultura com bexigas, encadernação, artesanato, música, inglês, informática e socializações de mães.

Canto do convívio e relaxamento


Espaço com sofá para relaxamento, descanso e conversas entre os profissionais, acompanhantes e pacientes.

Cantinho da informática



Possui computadores, jogos eletrônicos, programas interativos e vídeo games para diferentes idades.Pacientes e acompanhantes podem usufruir.

Canto dos adolescentes




Neste espaço estão os jogos de regras, de tabuleiros, cartas, jogos da sociedade, quebra cabeças, revistas e livros.

Canto do teatro


Canto dos bebês



Visita Fundação Dorina Nowill para Cegos


FUNDAÇÃO DORINA NOWILL PARA CEGOS

História da Fundação

A Fundação Dorina Nowill para Cegos, antiga Fundação para o Livro do Cego no Brasil, foi oficialmente fundada em 11 de Março de 1946, pela iniciativa da professora Dorina de Gouvêa Nowill e um grupo de amigas. Dorina Gouvêa Nowill nasceu em 1919 e ficou cega aos 17 anos, numa época em que deficientes visuais não tinham acesso à cultura e à informação.

Missão da Instituição

Facilitar a inclusão social de pessoas com deficiência visual, respeitando as necessidades individuais e sociais, por meio de produtos e serviços especializados.

Áreas de Atuação

A Fundação Dorina Nowil para Cegos produz livros Braille, falados e digitais acessíveis e os distribui gratuitamente à deficientes visuais e a mais de 1.300 escolas, associações, bibliotecas e organizações que atendem em todo país.
A instituição também oferece programas gratuitos de atendimento especializado ao deficiente visual e sua família, que inclui avaliação e diagnóstico, clínica de baixa visão, educação especial, reabilitação, orientação e colocação profissional do deficiente visual no mercado de trabalho.

Trabalho Voluntário

A Fundação Dorina entende o voluntariado como uma ação transformadora realizada por um indivíduo ou grupo, que doa tempo, trabalho, talento e contribui de forma significativa para favorecer a inclusão social da pessoa com deficiência visual.
Os voluntários da Fundação Dorina Nowill para Cegos trabalham quatro horas contínuas semanais e atuam ao lado dos colaboradores em diversos departamentos ou eventos, no exercício de 2009 foram 276 ativos.

Relatório Anual em 2009

Segundo o Relatório Anual de 2009, a Fundação Dorina realizou 19.973 atendimentos especializados à pessoa com deficiência visual por meio de programas desenvolvidos com uma equipe interdisciplinar composta por profissionais das áreas de Serviço Social, Psicologia, Pedagogia, Fisioterapia, Orientação e Mobilidade, Terapia Ocupacional, Ortóptica e Oftalmologia.
Segue alguns dados levantados:

Principais Patologias

Visão Subnormal

- 19% Atrofia do nervo óptico
- 16% Retinopatia da prematuridade;
- 15% Toxoplasmose congênita;

Cegueira

- 30% Retinopatia da prematuridade;
- 15% Descolamento da retina;
- 8% Glaucoma congênito;
Obs.: Dados acima para (crianças e adolescentes de 0 a 17 anos).

Projetos Especiais

- Projeto com o SENAI - SP;
- Projeto com a EDITORA GLOBO;
- Projeto com a ONG ECOS – Comunicação em Sexualidade

Cursos Abertos a Comunidade

- Deficiência Visual numa visão inclusiva: Educação e Reabilitação
- Braille: Sistema de Leitura e Escrita
- A criança com baixa visão na escola: Abordagem Terapêutica e pedagógica

Lançamento Livro Série Dorina Nowill
- Escola e Deficiência Visual – Como Auxiliar seu Filho (enfatiza que os pais, tenham participação efetiva do processo de escolarização de seus filhos com deficiência visual com maior tranqüilidade e de forma assertiva).
- Deficiência Visual e o Mundo do Trabalho – Mitos e Verdades (Abordagem de preconceitos, mitos e diversas questões relacionadas às potencialidades das pessoas com deficiência visual no mundo do trabalho).

Distribuição de Livros Braille

- Foram distribuídos em torno de 25 mil exemplares para entidades de educação especial, escolas bibliotecas, associações e para pessoas com deficiência visual.
- Produção de obras de qualquer gênero no Sistema Braille (material de estudo, pesquisa ou trabalho da pessoa com deficiência visual.

Distribuição de Livros Falados

- Foram distribuídos em torno de 100 mil exemplares da Revista Veja Falada pelo correio aos clientes cadastrados na Fundação.

Distribuição de Livro Digital

- Cerca de 1.800 pessoas com deficiência visual receberam livros digitais acessíveis produzidos na Fundação, totalizando 30.868 exemplares distribuídos.

Museu da Fundação

- Materias e equipamentos observados por meio das fotos abaixo:
Brinquedoteca
Fotos Abaixo:

Colaboradores e Patrocinadores

A Fundação Dorina enfatiza o agradecimento de pessoas e empresas que tornam possível a realização das ações e programas que facilitam a inclusão social do deficiente visual por meio de atendimento especializado.
Para que a Fundação Dorina Nowill para Cegos promova o bem-estar social com qualidade, é necessário um esforço diário de todos os seus colaboradores e voluntários. Somente com a participação consciente dos cidadãos e das empresas que apóiam esta idéia o processo acontecerá com satisfação, sendo assim as dificuldades encontradas incidem na não adesão destes participantes.

Considerações Gerais

A Fundação Dorina Nowill, além de oferecer programas de tratamento aos deficientes visuais, também proporciona o acesso à cultura e informação através dos serviços que presta gratuitamente para os deficientes visuais de baixa renda. Trabalha constantemente com inovações tecnológicas e melhorias no processo produtivo com projetos visando facilitar a inclusão das pessoas com deficiência visual nas áreas de educação, saúde, assistência social, cultura, empregabilidade e acessibilidade.

E necessário termos, todos nós, um olhar voltado conscientemente, incluindo e não excluindo aqueles que fazem parte da nossa realidade e sociedade, possibilitando assim melhorias adequadas de acordo com suas diversidades de deficiência.
“Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino”
Mário Quintana

Fonte:

- Visita Fundação Dorina Nowill para Cegos.
- Entrevista com a Pedagoga.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Visita ao Centro Comunitário Paroquial Do Jardim Brasil, no CCA







Este é um trabalho realizado para a disciplina Atividade de Aprofundamento: O Pedagogo fora do Contexto Escolar - Pedagogia do terceiro setor, orientado pelo professor Marcelo Clemente. Trata-se do sétimo semestre do curso de Pedagogia, do Centro Universitário Sant’Anna.
Consiste na realização de uma visita a uma organização não governamental, a fim de se verificar o trabalho realizado, histórico da instituição, público alvo, número de atendimentos, dificuldades e pontos fortes.
Isso, levando em consideração os conhecimentos obtidos em sala de aula e, assim, relacionando-os.
A visita foi realizada no Centro Comunitário Paroquial Do Jardim Brasil, onde funcionam concomitantemente dois espaços, a Creche Sagrada Família e o CCA (Centro para Crianças e Adolescentes).

Nome da Entidade: CCA Jardim Brasil

Nome da organização: Centro Comunitário Paroquial Do Jardim Brasil
Centro para criança de 6 a 12 anos
Centro para adolescentes 12 a 15 anos
Endereço: Av. Ramiz Galvão, 622 – Jardim Brasil
CEP: 02223-000 – São Paulo – SP
Telefone: 22013493

Histórico da Instituição
No ano de 1972 o Padre Raphael, hoje cônego, era pároco da Paróquia. O que existia, então, era poucas casas e muita pobreza. Pensando em como ajudar aquela gente tão carente o Padre
Raphael, cuja principal característica sempre foi a bondade, resolveu com algumas freiras formar o Centro Comunitário.
Em um barracão muito simples que havia, onde hoje está construindo o novo prédio, criou-se a Creche Sagrada Família, no início com 20 crianças, onde passavam o dia para que suas mães pudessem trabalhar.
O tempo foi passando e o bairro cresceu e outras crianças foram chegando, hoje atendem 150 crianças de 0 a 6 anos e 11 meses que se beneficiam desta entidade recebendo cuidados de higiene, educação, recreação e aprendizagem.
Além da creche existe o CCA Jardim Brasil (Centro para Crianças e Adolescentes), que possui uma visão assistencialista para a criança e adolescente carente desta região.

Público Alvo
Atendem crianças/adolescentes de 6 a 15 anos, de ambos os sexos, sendo que a faixa de renda familiar não ultrapasse de 3 salários mínimos e os critérios para demanda são:
• Morar ou trabalhar na região
• Necessidade e condição da família
• Respeitar a faixa etária
• Vulnerabilidade
• Exclusão Social
• Maus tratos, exploração, abuso e crueldade;
Em consonância e responsabilidade com o Estado, segundo LOAS, a Gestão Política de Assistência Social, CRAS, SUAS.

Histórico do bairro
O Jardim Brasil é um bairro plano, a dois quilômetros da Rodovia Fernão Dias (BR-381), sendo vizinho do Parque Edu Chaves, Vila Medeiros, Jardim Julieta e Vila Sabrina, ambos na Vila Medeiros. Possui a característica de ter em maior parte, ruas retas e paralelas, com cruzamentos perpendiculares. É residencial, em sua maioria, com focos de pobreza, e é conhecido por ser um bairro bastante violento. Sua principal avenida é a Roland Garros. Porém, em certas ruas, encontram-se vielas estreitas, verdadeiros amontoados de casas, onde as condições de qualidade de vida são precárias. São casas humildes, muitas com apenas um cômodo e banheiro dividido por diversas famílias. Infelizmente, estas comunidades vivem em lugares onde a higiene é ineficiente pelo acúmulo de detritos em espaços pequenos. Agravando a situação, existem casas beirando córregos a céu aberto, onde a população ainda insiste em jogar seus rejeitos.
Os problemas sócio-ambientais presentes no entorno do referente local proposto, são preocupantes, porém o que mais chama a atenção é a violência decorrente do uso abusivo de drogas, lícitas ou não e como o tráfico utiliza-se de jovens e crianças, tanto para o consumo, quanto como forma de se ganhar alguns trocados.
Analisando todos estes fatores, fica evidente a necessidade de entidades que beneficiem a comunidade pretendida neste trabalho.

Número de Atendimentos: 130

Dificuldades
• Formação de parcerias com a iniciativa privada,
• Mudanças repentinas no planejamento em função da situação financeira da entidade
• Contratação de profissionais qualificados e com experiência na área social

Pontos fortes

• Trabalho Pedagógico;

• Atividades aplicadas;

• Cuidados;

• Carinho;

• Alimentação;

• Recreação.

Acredita-se que um ponto relevante é a falta de escolaridade, que determina falta de oportunidades, exclusão social e desemprego. Assim, gerando renda baixa para famílias numerosas, onde poucos trabalham dignamente. Muitos moram em favelas ou lugares inadequados.
O indivíduo que se encontra em precárias situações, muitas vezes, acaba iludindo-se com o narcotráfico e a criminalidade, gerando violência ou dependência química. Muitas vezes, esse tipo de envolvimento provoca, também, um alto índice de homicídios na região. E isso, torna-se um grande círculo vicioso, em que os mais humildes estão sempre sendo prejudicados.
Por tais necessidades, o trabalho pedagógico, atividades recreativas, os cuidados, alimentação e carinho a esses jovens e crianças são pontos fortes que justificam o presente trabalho.



Considerações finais

A violência que mata e que destrói está muito mais para sintoma social do que doença social. Aliás, são várias as doenças sociais que produzem violência como um tipo de sintoma. Portanto, não adianta super armar a segurança pública, lhes entregando armas de guerra para repressão policial se a “doença” causadora não for identificada e combatida.
Já é tempo de a sociedade brasileira se conscientizar de que, violência não é ação. Violência é, na verdade, reação. O ser humano não comete violência sem motivo. É verdade que algumas vezes as violências recaem sob pessoas erradas, (pessoas inocentes que não cometeram as ações que estimularam a violência). No entanto, as ações erradas existiram e alguém as cometeu, caso contrário não haveria violência.
Portanto, sempre que houver violência é porque, alguma coisa, já estava anteriormente errada. É essa “coisa errada” a real causa que precisa ser corrigida para diminuir, de fato, os diversos tipos de violências.
A maior parte da população do Jardim Brasil é composta de famílias pobres onde freqüentemente tanto o marido como a esposa trabalha para manter as despesas familiares. Ocorre, na maioria das vezes, de a mulher ser responsável única pela obtenção dos recursos necessários para a subsistência do núcleo familiar.
Por causa disso, a maioria das crianças que estão em idade pré-escolar fica desassistida durante o dia. Em decorrência, nota-se a tendência de muitas crianças praticamente à mendicância e ou pequenos furtos, desenvolvendo, assim, atividades que possa levá-las à marginalidade.
Tendo em vista a realidade apresentada, o serviço de CCA é necessário uma vez que há poucos equipamentos sociais na região para atender à demanda. Com essa realidade o serviço visitado, cumpre devidamente seu papel de oferecer
atividades variadas que desenvolvem o aspecto social da convivência, sem concorrer com a alfabetização, pois tais alunos estudam regularmente em outras instituições.


Bibliografia

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u70934.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_Brasil_(S%C3%A3o_Paulo)
http://www.naoviolencia.org.br/projeto-nao-violencia.htm
http://www.renascebrasil.com.br/f_violencia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_Medeiros
http://www.seade.gov.br/produtos/ivj/index.php?tip=map&mapa=6
http://hanseatico.blogspot.com/2008_08_01_archive.html
http://conexojovem-movimentocultural.blogspot.com/2009/04/combate-criminalidade.html
http://www.pgie.ufrgs.br/portalead/rosane/fortaleza/educadi/recursos/drogas/drogas.htm

Ayrton Senna nosso grande herói brasileiro

Ayrton Senna

Ayrton Senna da Silva nasceu no dia 21 de março de 1960, em São Paulo.

Desde muito cedo, deixou clara a sua paixão pela velocidade. Seu próprio pai lhe construiu o primeiro kart, quando tinha apenas quatro anos de idade, e neste momento, começava uma das mais brilhantes carreiras do automobilismo mundial.

Ayrton tornou-se um ídolo em todo o mundo, e para os brasileiros, sinônimo de herói e motivo de orgulho, principalmente, quando exibia a bandeira brasileira, após uma vitória.

Ganhou três títulos mundiais na Fórmula 1 (1988, 1990 e 1991), e tornou-se uma das personalidades mais famosas de sua geração, porém, jamais perdeu sua humildade, fé inabalável e a preocupação com seus semelhantes, lutando durante toda a sua vida, pelos ideais em que tanto acreditava. Ajudou constantemente diversas instituições de caridade, exigindo apenas, que nada fosse divulgado.

Todas as pessoas íntimas de Ayrton guardavam a mesma impressão: ele detestava a possibilidade de seus gestos de caridade serem interpretados como promoção pessoal.

Em alguns momentos, a decisão de ajudar foi precedida de momentos de profundo sofrimento. Como no dia em que Ayrton visitou uma entidade de assistência a crianças portadoras de graves deficiências. De tão chocado com o quadro que viu, três irmãos portadores de graves deformações, Ayrton começou a passar mal e foi amparado pelas crianças que ele ajudaria. Voltou para a casa dos pais devastado com o que vira.

A reação do filho não surpreendeu dona Neyde. Desde a infância, Ayrton demonstrava um sentimento genuíno de compaixão pelos desfavorecidos. Como no dia em que um dos meninos pobres que moravam perto de sua casa, em Santana, bateu à porta. Era um Natal no final dos anos 60. Dona Neyde descobriu, nas palavras do menino, que Ayrton tinha cuidado do presente dele:

– Vim buscar a bicicleta.

Ayrton faleceu no dia 1º de maio de 1994, com apenas 34 anos de idade, vitima de um acidente, quando liderava o GP de San Marino de F1, na Itália.

Deixou-nos grandes lições, dentre elas, a sua determinação e a crença de que nada é impossível, desde que lutemos por nossos sonhos, com o máximo de empenho e acreditando sempre, que temos a capacidade para realizá-los.

Irmã Dulce

Irmã Dulce

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, nome de batismo de Irmã Dulce, nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador, na Bahia.

Aos 13 anos, já havia transformado a casa da família, num centro de atendimento a pessoas carentes, manifestando nessa época o desejo de se dedicar à vida religiosa, principalmente, após visitar com uma tia, áreas muito carentes da cidade de Salvador.

Em 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Pouco mais de um ano depois, era ordenada freira, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Porém, o seu pensamento estava voltado para o trabalho com os pobres, e desta forma, pouco tempo depois, já estava dando assistência às comunidades carentes de Alagados e Itapagipe, também na Cidade Baixa, e aonde futuramente, viriam a se concentrar as principais atividades de suas obras sociais.

Em 1939, invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Expulsa do lugar, peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários lugares, até, por fim, instalá-los no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue, dando origem ao Hospital Santo Antonio, centro de um complexo médico, social e educacional, aberto aos pobres da Bahia e de todo o Brasil.

Irmã Dulce morreu no dia 13 de março de 1992, em Salvador, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários e presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.

Albert Schweitzer um belo exemplo

Albert Schweitzer

Albert Schweitzer nasceu em 14 de janeiro de 1875, em Kaysersberg, na Alsácia Superior, região pertencente na época ao Império Alemão e hoje parte da França.

Formou-se em Teologia e Filosofia na Universidade de Strasburgo, onde, em 1901, o nomearam docente. Tornou-se também um dos melhores intérpretes de Bach e uma autoridade na construção de órgãos.

Aos trinta anos, gozava de uma posição invejável: trabalhava numa das mais notáveis universidades européias; tinha uma grande reputação como músico e prestígio como pastor de sua Igreja. Porém, isto não era suficiente para uma alma sempre pronta ao serviço. Dirigiu sua atenção para os africanos das colônias francesas que, numa total orfandade de cuidados e assistência médica, debatiam-se na dura vida da selva.

Em 1905, iniciou o curso de medicina, e seis anos mais tarde, já formado, casou-se e decidiu partir para Lambarené, no Gabão, onde uma missão necessitava de médicos. Ao deparar-se com a falta de recursos iniciais, improvisou um consultório num antigo galinheiro e atendeu seus pacientes enfrentando obstáculos como, o clima hostil, a falta de higiene, o idioma que não entendia, a carência de remédios e instrumental insuficiente. Tratava de mais de 40 doentes por dia e paralelamente ao serviço médico, ensinava o Evangelho com uma linguagem apropriada, dando exemplos tirados da natureza sobre a necessidade de agirem em beneficio do próximo.

Com o início da I Grande Guerra, os Schweitzer foram levados para a França, como prisioneiros de guerra. Passaram praticamente todo o período da guerra confinados num campo de concentração, neste período Albert escreveu sobre a decadência das civilizações.

Com o final da guerra, reiniciou seus trabalhos como se nada tivesse acontecido, e ante a visão de um mundo desmoronado, dizia: “começaremos novamente, devemos dirigir nosso olhar para a humanidade”. Realizou uma série de conferências, com o único intuito de colher fundos para reconstruir sua obra na África. Tornou-se muito conhecido em todos os círculos intelectuais do continente, porém, a fama não o afastou de seus projetos e sonhos.

Após sete anos de permanência na Europa, partiu novamente para Lambarené. Desta vez acompanhado de médicos e enfermeiras dispostos a ajudá-lo. O hospital foi levantado numa área mais propícia, e com o auxílio de uma equipe de profissionais pode dedicar algumas horas de seu dia a escrever livros, cuja renda contribuía para manter os pavilhões hospitalares.

Extasiou o mundo com sua vida e sua obra, e em 1952, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, como humilde homenagem a um “Grande Homem”.

Morreu em 4 de setembro de 1965, em Lambaréné, no Gabão.

Luta pela desigualdade social - Charles Chaplin

Charles Chaplin

Charles Spencer Chaplin nasceu em 16 de abril de 1889, em Londres, Inglaterra. Sua mãe, Hannah Harriette Hill, e seu pai, Charles Chaplin, eram artistas sem recursos, e desta forma, as cruéis realidades da vida, visitaram-no durante toda sua infância.

Talvez, devido a tanto infortúnio tornou-se, no auge da fama, uma das vozes mais ativas e críticas à injustiça contra o ser humano. Atacando de maneira mordaz e genial, toda e qualquer forma de autoritarismo.

Em 1910, embarcou para os Estados Unidos, e dois anos depois foi contratado por uma das maiores produtoras de cinema da época. Durante duas décadas realizou dezenas de filmes, muitos deles geniais, e que se tornaram clássicos do cinema mudo.

Chaplin nunca escondeu sua simpatia pelo socialismo e a defesa das classes oprimidas. No inicio da década de 30, essa consciência intensificou-se e ele transferiu suas inquietações para seus dois únicos filmes feitos nesta década. “Tempos modernos” (1936), foi uma maravilhosa sátira, sobre a alienação dos operários no processo de produção em massa, e “O grande ditador” (1940), que era de uma ousadia inédita até então, quando Chaplin, caricaturou e fez uma critica genial, a ninguém menos do que Adolf Hitler.

Chaplin morreu na madrugada de 25 de dezembro de 1977, em Vevey, na Suíça. Perdia-se, naquela manhã de Natal, o gênio do cinema de infância triste, que através de seus filmes, fez com que milhões de espectadores do mundo inteiro e de diversas gerações, rissem, chorassem e por muitas vezes refletissem

Depoimento de Madre Tereza de Calcutá

Fiquei surpresa de ver como tantos jovens no Ocidente são ligados a drogas. Tentei descobrir a razão. Por que isso acontece quando no Ocidente as pessoas dispõem de mais bens do que no Oriente? A resposta foi: Porque não há ninguém na família para acatá-los. Nossos filhos dependem de nós para tudo – saúde, alimento, segurança e o conhecimento e amor de Deus. Por tudo isso eles nos olham com confiança, esperança e expectativa. Mas freqüentemente os pais estão tão ocupados que não tem tempo para os filhos, ou talvez nem sejam casados ou desistiram do casamento. Como conseqüência, os filhos vão para as ruas e se envolvem com drogas e outras coisas. Falamos aqui do amor à criança, que é onde o amor deve começar. Estes são os fatores do rompimento da paz...

Pessoas materialmente pobres podem ser maravilhosas. Certa noite, saímos e apanhamos quatro pessoas na rua (na Índia). Uma delas estava em péssimas condições. Eu disse às Irmãs: “Vocês cuidam das outras três; cuidarei daquela que parece estar em piores condições”. Fiz por ela tudo o que o meu amor permite. Ao colocá-la na cama, havia um lindo sorriso em seu rosto. Ela segurou minha mão e disse apenas uma palavra: “Obrigada!”, e então morreu.

Não pude deixar de fazer um exame de consciência perante a mulher. E me perguntei o que eu diria se estivesse em seu lugar. A resposta era simples. Teria tentado atrair um pouco de atenção para mim, dizendo: “Estou com fome, vou morrer; estou com frio e sinto muita dor” – ou algo assim. Mas ela me deu muito mais – seu amor agradecido. Morreu com um sorriso nos lábios.

Houve também um homem que pegamos no esgoto, parcialmente comido por vermes, que, depois de levado ao asilo, disse apenas: “Tenho vivido na rua como um animal, mas vou morrer como um anjo, amando e recebendo atenção”. Então, depois de removermos todos os vermes do seu corpo, com um grande sorriso tudo o que disse foi: “Irmã, vou para casa estar com Deus”, e morreu. Foi maravilhoso ver a grandeza daquele homem que podia falar daquela maneira sem culpar ninguém, sem fazer comparações. Como um anjo – essa é a grandeza das pessoas espiritualmente ricas embora materialmente pobres.

Não somos assistentes sociais. Podemos estar fazendo um trabalho social aos olhos de alguns, mas devemos ser contemplativos diante do coração do mundo. Temos que trazer a presença de Deus para a família, pois a família que ora unida permanece unida. Há muito ódio e miséria pelo mundo, e nós, com nossa prece e sacrifício, começamos o ensinamento do amor em casa, e não importa o quanto fazemos, mas, quanto amor colocamos naquilo que fazemos.


Madre Teresa de Calcutá

Alguns dos Grandes Sonhadores da Solidariedade

Grandes Sonhadores



Ousadia de sonhar, capacidade de concretização de seus objetivos, ânsia em fazer o bem e amor incondicional ao próximo. Essas são algumas das características, que certamente encontraremos em nossos grandes sonhadores, e fonte de inspiração para o trabalho da ONG “Projetos sociais meu sonho não tem fim”.

Seres humanos, que alem de nos deixarem seus valiosos exemplos de vida e legados, eram dotados de virtudes extremamente importantes, para superarmos nossos obstáculos do dia a dia, e principalmente, construirmos algo produtivo para o bem comum.

Esse é um de nossos maiores desafios, passarmos esses ensinamentos adiante.

Ensinamentos como, a determinação de Ayrton Senna, a fé de Madre Tereza de Calcutá, a coragem de Martin Luther King, a humildade de Albert Einstein, a cidadania de Betinho, a superação de Charles Chaplin, a liderança de Roberto Marinho, a fraternidade de São Francisco de Assis, a caridade de Chico Xavier, a generosidade de Louis Braille, a perseverança de Ludwig van Beethoven e a compaixão de Mahatma Gandhi, são apenas uma introdução a grandeza destas pessoas, que enfrentaram tantas dificuldades - de formas diversas e distintas - para alcançar seus objetivos, semeando, durante suas vidas, um mundo melhor, mais justo e fraterno, e que fazemos questão de divulgá-los, principalmente, para as comunidades mais carentes, entre nossos irmãos menos favorecidos, mostrando-lhes, dentre outras coisas, que é possível mudar a nossa história e fazer a diferença.





Albert Einstein


Albert Schweitzer


Alexander Fleming


Ayrton Senna



Beethoven


Betinho


Bezerra de Menezes


Charles Chaplin



Chico Xavier


Dom Hélder Câmara


Helen Keller


Irmã Dulce



Louis Braille


Madre Teresa


Mahatma Gandhi


Martin Luther King



Oskar Schindler


Roberto Marinho


Salvador Arena


São Francisco



Stephen Hawking

Brinquedoteca Terapêutica